RELOAD

Após mais de um ano fora do ar ou simplesmente desatualizado, resolvi fazer um RELOAD do "Concepções e Conjunturas". Buscando alternar a proposta entre artigos, notícias e sempre algumas concepções e na busca pela praticidade do assunto central que motivou a criação do blog: discutir e comprender um pouco de economia. Nesta ótica, darei início hoje a uma série de publicações de vídeos explicando e sistematizando conceitos econômicos. Vídeos estes que podem ser encontrados disponíveis em diversos sites e portais, estarão agora também disponíveis em "Concepções e Conjunturas"! Sempre, é claro, divulgando a fonte para não roubar os direitos autorais de ninguém.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BOM DIA - Economia em Dia

FGV: IPC-S tem alta de 0,36% na primeira semana de agosto 

O IPC-S referente à primeira semana do mês registrou alta de 0,36%, com destaque para (i) a variação ainda elevada de habitação (0,72%), refletindo o reajuste de energia elétrica, e para (ii) a desaceleração do grupo vestuário, para 0,06%, seguindo tendência sazonal. Os grupos de transportes e de alimentação aceleraram, para 0,30% e 0,21%, respectivamente. Vale lembrar que parte dessa variação é devida à mudança nos pesos do índice, que são alterados no início de cada mês. 

IBGE: IPCA de julho registra alta de 0,24% 

O IPCA de julho surpreendeu as expectativas do mercado ao registrar elevação de 0,24%, menor do que a mediana do mercado (0,27%), conforme divulgado na última sexta-feira pelo IBGE. Em relação ao IPCA-15, destacamos a forte desaceleração de alimentação, que passou de 0,33% para deflação de 0,06%, sendo que a desaceleração foi generalizada no grupo, com destaque para as quedas dos preços dos produtos in natura. O item leite, que havia pressionado o índice no mês passado, manteve sua trajetória de desaceleração, para 4,02%. Outro grupo que merece destaque é habitação, que, por conta dos reajustes em energia elétrica, acelerou para 1,11%. Os produtos duráveis também aceleraram, com os itens que receberam incentivo fiscal diminuindo a deflação. O grupo de serviços, por sua vez, manteve a variação praticamente estável em relação ao IPCA-15. Por fi m, os núcleos aceleraram na mesma base de comparação: o núcleo por exclusão subiu de 0,13% para 0,23%. Para o próximo IPCA, esperamos nova aceleração de duráveis, ao passo que habitação deve perder força refletindo os reajustes menores. Cabe mencionar que, com o resultado de julho, o IPCA em doze meses atingiu o centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%.

Fonte: Economia em Dia

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BOM DIA - Economia em Dia: inflação e deflação

FGV: IGP-DI registra deflação de 0,64% em julho 

O IGP-DI de julho novamente surpreendeu o mercado, registrando forte deflação, de 0,64%. O IPA agrícola, mais uma vez, foi o grande responsável pela forte queda no índice, com recuo de 2,57%. Este novo recuo é resultado da redução dos preços de milho, trigo, soja, batata, tomate, ovos e aves. A novidade do indicador veio da intensificação da queda dos produtos industriais (-0,69%), que em nossa visão deverá retornar à trajetória de aceleração ao longo dos próximos meses. O aumento da deflação nesse grupo é resultado das reduções maiores dos preços de minério de ferro, de produtos alimentícios e de metalurgia básica, ao passo que produtos químicos, derivados do petróleo e celulose seguem em recuperação. O IPC apresentou mesma variação do IGP-M, 0,34%; e o INCC desacelerou para 0,25%, refletindo o item relacionado à mão-de-obra em desaceleração.

Dieese: cesta básica fica mais barata em julho 

A cesta básica ficou mais barata em julho em relação ao mês anterior, com recuo nos preços de 15 das 17 capitais monitoradas pelo Dieese. Os principais produtos responsáveis pela diminuição dos preços foram tomate, soja e arroz e outros itens, especialmente in natura. A maior queda ocorreu em Goiânia, (de 8,11%), ao passo que a maior elevação ocorreu em Manaus (de 0,75%). Cabe lembrar que os preços menores dos alimentos também foram capturados pelo último IPCA-15, que mostrou forte desaceleração do grupo alimentação. Com a redução, o salário médio ideal calculado pela instituição também recuou, de R$ 2.046,99 em junho para R$ 1.994,82 em julho.

Fonte: Economia em Dia